É necessária sempre que houver ar no sistema: após troca de fluido, abertura de qualquer ponto do circuito (mangueira, pinça, cilindro mestre, tubulação) ou quando o reservatório esvazia. Em veículos com ABS, muitos exigem acionamento do módulo por scanner para expulsar o fluido retido no bloco hidráulico.
Quando fazer
- Na troca periódica do fluido (a cada 2 anos, em geral). Veja quando trocar o fluido de freio
- Depois de trocar mangueira, pinça, cilindro de roda, cilindro mestre ou tubulação
- Quando o reservatório esvaziou e entrou ar
- Quando o pedal está esponjoso sem causa aparente. Veja pedal esponjoso
- Após reparo no bloco do ABS
- Depois de superaquecimento severo, que pode ter fervido o fluido
Como é feita corretamente
- Fluido novo da especificação correta, em embalagem lacrada
- Sequência definida pelo fabricante — na maioria dos carros, começando pela roda mais distante do cilindro mestre, mas há exceções; seguir a sequência errada deixa ar preso
- O reservatório nunca pode esvaziar durante o processo, ou entra mais ar
- Sangrar até sair fluido limpo, novo e sem bolhas em cada ponto
- Acionar o módulo do ABS por scanner quando o fabricante exige, para movimentar as válvulas internas e expulsar o fluido velho retido no bloco
- Verificar o curso e a firmeza do pedal
- Teste de frenagem antes da entrega
Por que o scanner faz diferença
O bloco hidráulico do ABS tem canais e câmaras internas onde o fluido fica retido. Uma sangria convencional troca o fluido das linhas e das pinças, mas não o que está dentro do bloco. Em veículos que exigem o procedimento, sem o acionamento por scanner uma parte do fluido velho — justamente o que fica no componente mais caro do sistema — permanece lá.
Métodos
- Convencional (a dois): um bombeia o pedal, outro abre e fecha o sangrador. Funciona, exige coordenação e cuidado para não esvaziar o reservatório.
- A vácuo: puxa o fluido pelo sangrador. Rápido, mas pode aspirar ar pela rosca se não for bem vedado.
- Sob pressão: pressuriza o reservatório e empurra o fluido. É o método mais consistente e o mais usado profissionalmente.
- Gravidade: lento, útil como complemento.
Sinais de sangria malfeita
- Pedal esponjoso depois do serviço
- Pedal que melhora ao bombear
- Curso de pedal maior do que antes
- Freio "mole" só quando aquece
Um cuidado com o cilindro mestre
Bombear o pedal até o fim do curso em um sistema velho pode fazer o pistão do cilindro mestre passar por uma região do cilindro que normalmente não é usada — e que pode estar com corrosão. É por isso que profissionais limitam o curso do pedal em sangrias convencionais.
Como fazemos
Fluido especificado, sequência do fabricante, método sob pressão, acionamento do ABS por scanner quando exigido, verificação de nível e teste de frenagem antes da entrega. Veja Freios e ABS.
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