Freios · Dúvidas frequentes

Sangria de freio: quando é necessária e como é feita corretamente

Sangria não é 'tirar bolha'. É garantir que todo o circuito — inclusive o que está dentro do bloco do ABS — tem fluido novo e sem ar.

Resposta rápida

É necessária sempre que houver ar no sistema: após troca de fluido, abertura de qualquer ponto do circuito (mangueira, pinça, cilindro mestre, tubulação) ou quando o reservatório esvazia. Em veículos com ABS, muitos exigem acionamento do módulo por scanner para expulsar o fluido retido no bloco hidráulico.

Quando fazer

  • Na troca periódica do fluido (a cada 2 anos, em geral). Veja quando trocar o fluido de freio
  • Depois de trocar mangueira, pinça, cilindro de roda, cilindro mestre ou tubulação
  • Quando o reservatório esvaziou e entrou ar
  • Quando o pedal está esponjoso sem causa aparente. Veja pedal esponjoso
  • Após reparo no bloco do ABS
  • Depois de superaquecimento severo, que pode ter fervido o fluido

Como é feita corretamente

  1. Fluido novo da especificação correta, em embalagem lacrada
  2. Sequência definida pelo fabricante — na maioria dos carros, começando pela roda mais distante do cilindro mestre, mas há exceções; seguir a sequência errada deixa ar preso
  3. O reservatório nunca pode esvaziar durante o processo, ou entra mais ar
  4. Sangrar até sair fluido limpo, novo e sem bolhas em cada ponto
  5. Acionar o módulo do ABS por scanner quando o fabricante exige, para movimentar as válvulas internas e expulsar o fluido velho retido no bloco
  6. Verificar o curso e a firmeza do pedal
  7. Teste de frenagem antes da entrega

Por que o scanner faz diferença

O bloco hidráulico do ABS tem canais e câmaras internas onde o fluido fica retido. Uma sangria convencional troca o fluido das linhas e das pinças, mas não o que está dentro do bloco. Em veículos que exigem o procedimento, sem o acionamento por scanner uma parte do fluido velho — justamente o que fica no componente mais caro do sistema — permanece lá.

Métodos

  • Convencional (a dois): um bombeia o pedal, outro abre e fecha o sangrador. Funciona, exige coordenação e cuidado para não esvaziar o reservatório.
  • A vácuo: puxa o fluido pelo sangrador. Rápido, mas pode aspirar ar pela rosca se não for bem vedado.
  • Sob pressão: pressuriza o reservatório e empurra o fluido. É o método mais consistente e o mais usado profissionalmente.
  • Gravidade: lento, útil como complemento.

Sinais de sangria malfeita

  • Pedal esponjoso depois do serviço
  • Pedal que melhora ao bombear
  • Curso de pedal maior do que antes
  • Freio "mole" só quando aquece

Um cuidado com o cilindro mestre

Bombear o pedal até o fim do curso em um sistema velho pode fazer o pistão do cilindro mestre passar por uma região do cilindro que normalmente não é usada — e que pode estar com corrosão. É por isso que profissionais limitam o curso do pedal em sangrias convencionais.

Como fazemos

Fluido especificado, sequência do fabricante, método sob pressão, acionamento do ABS por scanner quando exigido, verificação de nível e teste de frenagem antes da entrega. Veja Freios e ABS.

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