Sangria é a remoção do ar preso no sistema depois de qualquer serviço que drene o líquido. Bolsão de ar impede a circulação e causa superaquecimento com o nível cheio, além de aquecedor que não esquenta. Vários motores têm parafuso de sangria e procedimento específico do fabricante — em alguns é preciso elevar a dianteira do carro.
Por que o ar é um problema
O líquido transporta calor; o ar, praticamente não. Um bolsão de ar preso na parte alta do motor cria uma região sem troca térmica — e essa região aquece muito acima do resto. Pior: o sensor de temperatura pode estar em outro ponto, lendo um valor aceitável enquanto o cabeçote superaquece localmente.
É por isso que sangria não é acabamento: é parte do serviço.
Quando a sangria é obrigatória
Depois de qualquer procedimento que drene o sistema:
- Troca do líquido de arrefecimento
- Troca de radiador, bomba d'água ou válvula termostática
- Troca de mangueira ou reservatório
- Reparo de junta de cabeçote
- Limpeza ou lavagem do sistema
- Qualquer reparo em que o líquido tenha sido perdido
Como se percebe que ela não foi feita
- Superaquecimento com o reservatório cheio, logo após um serviço
- Ponteiro oscilando muito, subindo e descendo sem padrão
- Aquecedor da cabine que não esquenta ou esquenta de forma intermitente
- Ruído de água correndo no painel ao acelerar
- Nível que baixa muito nos primeiros dias, com o ar saindo aos poucos
- Mangueira superior fria com o motor quente
Como a sangria é feita
Não é único procedimento para todos os carros:
- Parafuso de sangria: muitos motores têm um ou mais pontos de purga que devem ser abertos até sair líquido sem bolhas
- Elevação da dianteira: em alguns modelos, o ponto de enchimento precisa ficar acima do resto do sistema
- Aquecimento com o reservatório aberto: deixar o motor atingir a temperatura de abertura da termostática, com acelerações leves, para o ar migrar
- Aquecedor ligado no máximo: obrigatório, para que o circuito do trocador de calor da cabine também seja preenchido
- Ferramenta de vácuo: o método mais confiável. O sistema é evacuado e o líquido é aspirado, preenchendo tudo sem bolha
- Nova conferência de nível após o primeiro ciclo completo de esfriamento
O erro mais comum
Completar o reservatório com o motor frio, ligar o carro, ver o nível estabilizar e considerar concluído. O ar ainda está lá, e ele só se manifesta quando a termostática abre e a circulação começa de fato — muitas vezes no dia seguinte, com o cliente na rua.
Preço e prazo
A sangria não costuma ser cobrada como serviço isolado: ela é parte do procedimento de qualquer troca que envolva o líquido. O tempo varia conforme o motor — alguns purgam em minutos, outros exigem ciclo completo de aquecimento e reconferência. Quando é feita com ferramenta de vácuo, é mais rápida e mais confiável.
Depois de um serviço no arrefecimento, confira o nível com o motor frio nos dias seguintes. Uma pequena queda inicial é normal, pelo ar residual saindo. Queda contínua não é: é vazamento.
Como a Goes Monkey executa
Fazemos a sangria pelo procedimento do fabricante, com aquecedor ligado, acompanhamos o ciclo até a abertura da termostática e o acionamento da ventoinha, e reconferimos o nível depois do esfriamento. Onde o método a vácuo se aplica, ele é o preferido.
Veja também troca do líquido de arrefecimento em Piracicaba.
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