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Troca da polia do virabrequim: preço e sinais de que está no fim

É a peça que segura a vibração do motor inteiro. Quando o elastômero dela solta, a vibração vai para todo o resto.

Resposta rápida

A polia do virabrequim — o damper — tem duas partes de metal unidas por um anel de borracha que absorve as vibrações torcionais do motor. Com o tempo esse anel resseca e desliza, o que desalinha as correias, desregula o sinal de rotação e transmite vibração para o conjunto. Rodar com ela solta pode romper a correia de acessórios.

O que ela faz

Cada explosão nos cilindros dá um "tranco" de torção no virabrequim. A polia do virabrequim, chamada de damper ou polia harmônica, tem um anel de elastômero entre o cubo interno e o aro externo que absorve essas oscilações. Sem ela, a vibração torcional se propaga pelo motor e castiga mancais, correias e acessórios.

Em muitos motores ela também carrega a cremalheira do sensor de rotação, o que dá a ela um segundo papel: manter o sinal de referência do virabrequim correto.

Sinais de que está no fim

  • Anel de borracha visivelmente deslocado, saliente, com pedaços faltando ou rachado
  • Marca de tinta ou risco de referência entre o aro e o cubo que já não coincide — sinal de que o aro girou
  • Vibração no motor que aumentou sem outra explicação, principalmente em marcha lenta
  • Correia de acessórios saindo de alinhamento ou esfiapando de um lado
  • Ruído de batida vindo da frente do motor
  • Falha intermitente do sinal de rotação, quando a cremalheira está na polia

O risco de rodar assim

Se o aro externo se solta de vez, a correia de acessórios sai fora. O carro perde carga da bateria, perde assistência da direção e, quando a poli-V aciona a bomba d'água, começa a superaquecer imediatamente. Além disso, o aro solto gira desbalanceado bem à frente de outros componentes.

No caso das polias que carregam a cremalheira, o deslocamento do aro altera a referência de rotação e pode gerar falha de partida, falha de combustão e códigos que apontam para sensores que estão perfeitos.

O que entra no orçamento

  • A polia do virabrequim (damper)
  • Parafuso central novo, quando o fabricante especifica parafuso de aperto angular de uso único — é um item que não deve ser reaproveitado
  • Correia de acessórios e tensionador, se estiverem comprometidos
  • Retentor dianteiro do virabrequim, se houver vazamento com a polia removida
  • Verificação de alinhamento das polias ao final

Preço e prazo

A peça tem custo moderado a alto conforme o motor. A mão de obra depende do acesso e do torque: o parafuso central costuma ter aperto muito elevado e exige ferramenta de contenção do virabrequim para soltar e para apertar. Em boa parte dos motores o serviço se resolve no mesmo dia.

Um ponto que faz diferença: o aperto final precisa seguir o torque e o ângulo especificados. Polia de virabrequim mal apertada solta em serviço, e o dano vai muito além da peça.

Quando aproveitar o serviço

Se o motor for de correia dentada e o acesso à distribuição estiver aberto, é o momento de avaliar a polia, os retentores e o kit de uma vez — a mão de obra já foi paga. O contrário também vale: encontrar a polia descolada durante uma troca de correia é comum, e resolver na mesma passagem evita repetir a desmontagem.

Como a Goes Monkey executa

Inspecionamos o damper com o motor em funcionamento e com lanterna estroboscópica quando necessário, verificando se o aro externo mantém a referência. Usamos ferramenta de contenção para soltar e apertar o parafuso central com o torque e o ângulo do fabricante, e conferimos o alinhamento das polias ao final.

Veja também troca da correia de acessórios e reparo de motor.

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